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Alimentos
Fritos, Grelhados e Pasteurizados Causam Doenças
Degenerativas, Conclui Novo Estudo
31 de Março de 2010 Revista
Americana Notícias Naturais
Químicos tóxicos
produzidos quando alimentos são cozidos
de certas formas encorajam a oxidação
e inflamação do corpo, aumentando
o risco de doenças cardiovasculares e
outras condições crônicas,
de acordo com um estudo conduzido por
pesquisadores da Escola de Medicina Mount Sinai
e publicado no Jornal de Endocrinologia e Metabolismo.
Os Produtos Finais da Glicação
Avançada (AgEs, do inglês, Advanced
Glycation End-products), produzidos quando o
alimento é frito, grelhado, seco, defumado
ou pasteurizado tem sido associados à
oxidação e inflamação
no corpo. Essas condições são
fatores de risco reconhecidos de várias
condições crônicas como
doenças cardiovasculares, diabetes, doença
de Alzheimer e outros problemas de saúde
relacionados à idade.
"Mesmo
que os AgEs apresentem uma ameaça à
saúde mais imediata em adultos idosos,
são um perigo semelhante para os jovens,
incluindo mulheres grávidas e crianças,
e isto precisa ser abordado",
disse a pesquisadora Helen Vlassara. "Os
AgEs são onipresentes e viciantes, uma
vez que fornecem sabor aos alimentos. Mas eles
podem ser controlados através de métodos
simples de cozimento, como baixando a temperatura
e aumentando a quantidade da água na
panela, e evitando comidas pré-embaladas
e prontas sempre que possível. Isso reduz
os níveis de AgEs no sangue e ajuda o
corpo a restaurar as suas próprias defesas."
Pesquisadores conduziram o estudo com 40 pessoas
saudáveis entre as idades de 18 e 45
ou mais de 60 anos de idade, além de
9 pessoas que sofriam de doença renal.
Os participantes foram orientados a comer uma
dieta ocidental regular ou uma dieta concebida
a conter a mesma quantidade de calorias e outros
nutrientes, mas com metade do conteúdo
de AgE. Esta segunda dieta foi realizada com
alimentos cozidos em água quente, ensopados
ou cozidos no vapor, em vez de métodos
tradicionais de cozinhar.
Depois de quatro meses, os participantes no
grupo de AgE baixo tinham no sangue níveis
de AgEs, peróxidos lipídicos e
marcadores de inflamação e dano
aos vasos sanguíneos até 60 por
cento inferiores aos das pessoas do grupo de
controle.
"O
que é notável nesses resultados
é que o consumo reduzido de AgE provou
ser eficaz em todos os participantes do estudo,
incluindo as pessoas saudáveis
e pessoas que têm uma condição
crônica, como doença renal",
disse Vlassara.
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