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Níveis
de vitamina D associados com taxas de sobrevivência
de câncer de mama:
Altos
níveis de vitamina D pode resultar em
tumores menores de câncer de mama e maior
chance de sobreviver à doença
Postado por
FACR | 28 Dez 2012
Por Susan E. M.
Os níveis
de vitamina D em mulheres quando são
diagnosticadas com câncer de mama
pode afetar quanto tempo elas irão viver,
de acordo com um novo estudo da Bélgica.
As mulheres no estudo que tinham
os níveis mais altos de vitamina D (acima
de 30 nanogramas por mililitro de sangue) tiveram
cerca de metade da probabilidade de morrer dentro
de 5 anos após o diagnóstico em
comparação com as mulheres com
níveis mais baixos de vitamina D (abaixo
de 30 ng/ ml). E cada aumento de
10 ng/ ml em níveis de vitamina D no
momento do diagnóstico foi ligado com
uma redução de 20 por cento no
risco de morte de mulheres durante o curso do
estudo.
Esta conexão se manteu
mesmo quando os pesquisadores levaram em conta
fatores que influenciam as taxas de sobrevivência
de câncer em mulheres, como o índice
de massa corporal e idade.
Além
disso, as mulheres do estudo com
níveis mais altos de vitamina
D foram mais propensas a terem tumores menores
quando foram diagnosticadas.
Os pesquisadores enfatizaram
que o estudo mostra uma associação
entre as taxas de vitaminas e sobrevivência,
não um link de causa-e-efeito, e mais
estudos seriam necessários para confirmar
as descobertas. Os pesquisadores não
tentaram alterar os níveis das mulheres
de vitamina D durante o estudo, eles tomaram
uma medição dos níveis
de vitamina D no momento do diagnóstico.
Os resultados significam que
os médicos e oncologistas terão
que prestar mais atenção para
os níveis de vitamina D "mais
de perto a medida que seus pacientes passam
por tratamento", disse Luke
Peppone, um pesquisador de câncer clínico
na Universidade de Rochester, em Nova York,
que não estava envolvido no estudo.
Peppone observou que a pesquisa
anterior sugeriu que a vitamina D pode reduzir
os riscos de câncer, mas que a evidência
não é conclusiva o suficiente
para adicionar a vitamina em programas de dieta
de prevenção do câncer.
No novo estudo, os pesquisadores
analisaram cerca de 1.800 mulheres com câncer
de mama. Ao final do estudo, 134 das pacientes
haviam morrido - 64 de câncer de mama,
55 de outras causas conhecidas e 15 por causas
desconhecidas.
Os pesquisadores observaram
que os participantes com IMC mais elevados tendem
a ter níveis mais baixos de vitamina
D, e também que os níveis de vitamina
D foram menores em geral durante o inverno do
que no verão.
(A exposição direta à luz
solar é um importante fornecedor de vitamina
D.) As conexões entre
a vitamina e a sobrevivência
e o tamanho do tumor se manteram
quando estes fatores e outros foram levados
em conta.
Um estudo anterior ligou vitamina
D a taxa de sobrevivência de câncer
de mama, Peppone disse. O novo estudo é
impressionante, segundo ele, devido ao grande
número de participantes e do número
de variáveis que os pesquisadores levaram
em conta.
No estudo, os pesquisadores
também descobriram um longo período
de remissão e recidiva do câncer
para as mulheres com níveis mais altos
de vitamina D no seu diagnóstico, embora
este vínculo foi visto apenas em mulheres
que tiveram menopausa.
Olhando para a diferença
entre mulheres na pré-menopausa e pós-menopausa
é importante porque 60 por cento
dos casos de câncer de mama ocorrem em
mulheres após a menopausa, Peppone
disse. Mulheres na pós-menopausa também
tendem a ser mais propensas a ter deficiência
de vitamina D. Isto pode, porque os corpos das
mulheres usam a vitamina D de diferentes maneiras
após a menopausa, quando níveis
de estrogênio caem.
"Os
efeitos do estrogênio tendem a ser mais
fortes do que a vitamina D, mas quando o estrogênio
está esgotado, a vitamina D se torna
mais importante", disse Peppone.
O estudo foi publicado em 24
de Maio de 2012 na revista Carcinogenesis.
Veja também: http://ilovesaude.com/sintomas-de-cancer-na-garganta/
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